┃PT┃Assim como acontece na minha produção artística, minhas oficinas partem muitas vezes de materiais de baixo custo e de questões ligadas à memória e ao efêmero. Como oficineira, meu principal eixo é a circulação: pensar uma arte que possa envolver diferentes espaços, contextos e públicos, sem depender de uma estrutura específica.

Por isso, muitas das propostas que desenvolvo passam pela arte postal, por atividades ao ar livre e por exercícios que observam o espaço ao redor. Quando essa circulação não acontece de forma literal, ela aparece na relação com o meio urbano, com a paisagem e com as maneiras como ocupamos, percebemos e compartilhamos esses lugares.

A partir da minha atuação como Agente Territorial de Cultura, em 2025, esse interesse se aproximou das políticas públicas culturais. Passei a pensar no fazer artístico e no lugar de artistas, produtores e comunidades nas engrenagens da cultura. Minha atuação reúne museus, escolas públicas e festivais literários, como Arte em Cena e a IV FLIREDE.